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sábado, 6 de junho de 2009

Viagem para o Norte - Dias 5 e 6

Você acorda domingo pela manhã, olha a janela e vê um dia cinzento e chuvoso, o que fazer? Voltar a dormir, claro!

E foi exatamente isso que eu, o Luca e o Boina fizemos no meu 5º dia em Copenhagen. Cancelamos os planos anteriores e continuamos a dormir até mais ou menos 14h30. Depois de muito PlayStation 3 e assistir uma "emocionante" partida de futebol feminino dinamarquês a chuva resolveu nos dar uma trégua. Infelizmente, já estava tarde para visitarmos qualquer lugar, então veio a inspiração e Boina disse: "Já sei! Vamos fazer um churrasco, no estilo dinamarquês!".

O que significa algo mais ou menos assim:


Demoramos pra fazer fogo nesse negócio


Muita técnica envolvida!

Ainda se juntaram às coxinhas uma lingüiça bem apimentada e batatas (pra ficar bem dinamarquês/germânico).


Traje formal Dinamarquês


Baita "churrasqueiro"

Após essa brincadeira de algumas horas, voltamos para dentro de casa e para o querido PlayStation 3 :D. Principalmente Call of Duty 4, recomendo esse jogo. No mais, foi um dia basicamente inútil.

No outro dia, requentamos a lingüiça que tinha sobrado e fizemos um arroz-de-china estranho. Depois, um voo tiro curto, menos de uma hora de Copenhagen até Berlin. O melhor é que demoramos mais tempo entre trens e ônibus para chegar do aeroporto até em casa do que entre os dois aeroportos.

Assim, chega ao fim a emocionante saga Viagem para o Norte. Em breve, mais aventuras pela europa! (lembrando que "breve" não é um conceito muito específico).

Viagem para o Norte - Dia 4

Esse capítulo começará num momento diferente do dia: na madrugada do dia 3 para o dia 4 (de sexta para sábado). Esta era minha última noite no albergue, as duas próximas eu iria dormir no sofá da casa do Boina, já que o russo que estava ocupando-o iria embora.

No fim do dia 3, eu, Luca e Boina combinamos de nos encontrar as 14h (ninguém queria acordar cedo) para irmos ao Tivoli, supostamente o parque de diversões mais antigo do mundo em funcionamento. Aproximandente as 4h da manhã, enquanto eu estava fazendo uso da internet gratuita no saguão do albergue, lembrei que teria que fazer check-out no outro dia as 10h da manhã. Surgiu então o problema: o que fazer e onde ficar entre as 10h e as 14h? Mas como meu santo estava forte, o Luca (que se encontrava hospedado na casa de outro brasileiro) também estava acordado e no MSN. Rapidamente combinamos que ele iria acordar as 10h15 para abrir a porta do apartamento pra mim e e tudo estaria resolvido.

Acordei as 9h55, ou seja, só com tempo de me arrumar correndo e arrumar a mochila mais correndo ainda e fazer o check-out. Além da minha mochila, eu precisa carregar o cobertor emprestado pelo Boina (o albergue não fornecia tal mordomia), mas lembrem-se que era um cobertor projetado para o frio dinamarquês. Resultado: eu caminhando por Copenhagen as 10h da manhã na chuva carregando um cobertor enorme (pelo menos frio eu não ia passar!).

À tarde, finalmente, fomos para o Tivoli (cuja abertura data de 15 de Agosto de 1843).


Entrada do Parque

Começamos por um brinquedo que parecia ser um túnel do terror, só que com carrinhos indo pela água, em vez de trilhos. Não era nada disso, era algo totalmente sem emoção, talvez ideal para crianças.

Depois disso nossas escolhas melhoraram bastante. Primeiro demos uma volta na montanha-russa de madeira (bem divertido) e então partimos para o carrossel (!?) mais alto do mundo:





Lá de cima, a vista da cidade é espetacular, e a sensação de estar voando lá em cima é ótima. A próxima atração foi o elevador. Admito que a queda foi mais forte do que eu esperava, bem mais forte.

O elevador e o avião

"Que avião?", podem perguntar alguns. Esse avião era a principal atração do parque, um brinquedo em que "você está no controle!", como dizia o folder. E é verdade, as pessoas andando controlavam a velocidade e as rotações do avião, nunca vi um brinquedo assim. Extremamente divertido. Eu tentei filmar, mas quem estava controlando o brinquedo na hora me sabotou:




Pra se ter uma idéia melhor do potencial do brinquedo, podem olhar esse vídeo do YouTube:




Depois de muito, muito tempo na fila e de finalmente andar nesse brinquedo incrível, queríamos ir na montanha russo de metal, que parecia bem divertida. Estava em manutenção :(. Aproveitamos para ir de novo no carrossel (?!) e na montanha-russa menor que tinha lá, onde eu aproveitei para fazer mais um vídeo (só porque não podia entrar com camêra :) :



Depois de algum tempo, algo mágico: a montanha-russa principal voltou a funcionar! Bem divertida também, o único problema é que a volta dela era muito rápida. Começou, grita, gira, rodopia, flash da foto, acabo. Por isso fomos duas vezes :D


Montanha-Russa e Elevador ao fundo

Como eu mencionei acima, essa montanha-russa tinha fotos no meio do trajeto que podiam ser compradas. Estudantes viajando com pouco dinheiro que somos, não íamos gastar 45 coroas dinamarquesas numa foto. Mas também não queríamos ficar sem a foto. Solução: bater uma foto da foto!

Luca, eu e o Boina em foto "roubada"

Ainda tivemos direito a um show de luzes e águas, muito bonito. Infelizmente nenhuma foto conseguiu pegar bem o que foi esse show:

Essa é a melhor

Depois disso, repetimos alguns brinquedose andamos pelo parque, que fica muito bonito à noite.

Visual noturno do parque, com o carrossel
gigante aparecendo na direita ao fundo.


Crianças e um espelho

Aqui se encerra mais um dia em Copenhagen, um dia extremamente divertido, diga-se de passagem. A saga continua! Aguardem!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Viagem para o Norte - Dia 3

A aventura continua! De acordo com nosso planejamento mutante, esse era o dia de visitar o Palácio Frederiksborg, em Hillerød, região metropolitana de Copenhagen. Ele é o maior palácio da Escandinávia e foi construido entre 1560 e 1630, abrigando hoje o Museu de História Nacional da Dinamarca.

Logo de cara, o cartão do Luca ficou preso na máquina de comprar bilhetes de trem, e incrivelmente, isso foi bom pra nós. Tivemos que pedir ajuda para as pessoas que trabalhavam ali na loja da estação de trem (onde também vendem bilhetes), e o vendedor demorou aproximadamente 3 segundos para destrancar o cartão dali. Parece ser algo bem corriqueiro :P.

Como já estávamos falando com o vendedor mesmo, aproveitamos para comprar dele mesmo as passagens. Como eu disse, foi bom para nós que o cartão trancou, pois íamos comprar uma passagem mais cara que o necessário (tinha uns 11 ou 12 tipos de bilhetes diferentes), mas o vendedor nos indicou a opção correta.

Resolvido esse problema, embarcamos para Hillerød e lá encontramos o Palácio sem grandes dificuldades. Afinal, não é muito difícil encontrar algo daquele tamanho:

Primeira vista do Frederiksborg

No lago que aparece ai na foto, vive um bom número de patos, marrecos, cisnes, etc. Todos muito acostumados com a proximidade de humanos, tanto que era possível chegar bem perto de um grupo de filhotes de patos, com a mãe pata logo ao lado:


Patinhos

Depois de alguns minutos caminhando em volta do lago e chegamos ao Palácio, que é uma estrutura impressionante:

Entrada para o pátio

Na frente do Palácio

Logo no início da visita, entra-se em uma capela DENTRO do palácio, e, diga-se de passagem, não é qualquer capelinha:

Sim, isso é dentro do Palácio


Maior que muita igreja por ai


Eu e o modesto órgão ao fundo

Como o palácio é hoje o Museu de História Nacional da Dinamarca, o que mais se vê são salas com as paredes cheias de quadros. Muitos quadros. Todas as salas com tetos extremamentes decorados (estilo barroco), mas algumas coisas conseguem se destacar no meio de tanta informação, como por exemplo, um lustre com um veado(!!) em cima:


Mas hein?

Ou então o quadro de uma criança usando um mosquete:

E ela tem uma espada também

Um aposento que também merece destaque é o Great Hall (Grande Salão):

O nome não mente

Em algum momento no passado (obviamente não recordo quando) esse salão foi parcialmente destruído em um incêndio e posteriormente restaurado. Mas também não se podia esperar resultado diferente, com a senhora lareira que existe nesse salão:


Durante as andanças pelo Palácio, foi possível avistar de uma janela os jardins que ainda nos aguardavam:


Encontrei também uma escultura que eu realmente não esperava:

Ruy Cabeção!

Após algumas horas visitando o interior do castelo, fomos ver de perto os jardins que avistamos das janelas. O local é realmente bonito:





Momento "Casacos Tevah"

Que trabalheira deve ser manter isso ai

Para encerrar o post, coloco a última foto que tirei do Palácio, quando estávamos indo embora.


E aqui acaba mais um episódio! Em algum momento no futuro, vem ai o Dia 4! Não perca!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Viagem para o Norte - Dia 2

Bom, é 1h da manhã e eu cheguei sóbrio em casa, então teremos a continuação desta primeira saga agora mesmo, já que vou ficar acordado mesmo para ver o jogo do Imortal Tricolor. :D

No nosso planejamento (que mudou umas 8 vezes em 5 dias), usaríamos o feriado para conhecer os principais pontos da cidade, com o Boina sendo nosso estimado guia. Esse será um post basicamente composto de fotos, pois não lembro de muitas coisa :P.

A primeira coisa interessante que fizemos foi visitar a Rundentaarn (Torre Redonda em dinamarquês), que começou a ser construída em 1637 e é o mais antigo observatório em funcionamento da europa.


A Torre Redonda

Seria o QG do Quarteto Fantástico?

Sem escadas!

Lá do topo se tem a melhor vista da cidade, que é incrivelmente plana. Simplesmente não existem lombas nem prédios muito altos, o que gera uma vista até impressionante:

Vista até o horizonte

Agora com zoom, para ver a ponte que liga
Copenhagen a Malmö (Suécia). É a maior
ponte suspensa por cabos do mundo!

A cidade é realmente plana.

Depois, seguimos nossa caminhada pela cidade:

Sempre tem uma estátua de alguém a cavalo

Uma igreja semi-escondida

Estátua em tamanho real do
homem mais alto da história

O Teatro Real

Niehavn (Porto Novo): Lugar onde a gurizada
se junta pra lagartear e tomar umas cervejas

Barcos no Mar Báltico

Uma foto que eu achei legal :P

Um pouco da origem lendária de Copenhagen: foi prometido a uma Deusa, cujo nome o Boina não soube nos informar :P, que o a distância que ela conseguisse percorrer durante um dia seria dela. Numa dessas idéias que só os deuses conseguem ter, ela transformou seus 4 filhos em touros(!!!) e botou os rebentos a correr. Ela atravessou o mar (báltico) e chegou até o local onde fundou Copenhagen. Tudo isso pra explicar essas duas fotos:

Fonte e estátua em homenagem a tal Deusa

Olha o efeito de estar atrevessando o mar ali

Continuando a caminhanda, chegamos até a estátua da Pequena Sereia, um dos principais símbolos de Copenhagen.

Tinha uma placa pedindo pra não subir não
monumento. Nunca vi uma placa tão ignorada :D


A moça até que conhecia umas piadas boas!

Mas obviamente, um dia inteiro não passaria sem alguma trapalhada! Em determinado momento de nossas andanças, eu estava começando a atravessar uma rua quando a sinaleira de pedestres fica vermelha. Eu como bom pedestre europeu que sou agora, parei imediatamente e não tentei atravessar correndo.

Eu só não percebi um pequeno detalhe: estava parado bem no meio da ciclovia. E em Copenhagen isso significa que de repente me vi cercado de bicicletas passando em velocidade razoável e não encontrava espaços para sair dali. Até agora não consegui entender como não fui atropelado por ninguém :P

Não percam o próximo episódio, quando visitaremos o Palácio Frederiksborg!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Viagem para o Norte - Dia 1

Vou começar os relatos de viagens pela minha visita de 5 dias a Copenhagen, Dinamarca pois está razoavelmente fresca na memória, então as informações ainda devem ser confiáveis.

Eu e o Luca fomos passar o feriadão em uma visita ao nosso colega Boina, retribuindo a visita que o mesmo nos fez há mais ou menos um mês (com alguma sorte, ela será documentada por aqui).

Como não conhecíamos absolutamente nada de Copenhagen (do dinamarquês København, que significa "porto do mercador"), combinamos de encontrar o Boina no Burger King perto da saída da área de embarque/desembarque. Chegando no dito aeroporto, saímos em busca do tal Burger King. Caminhamos por todo o andar e nada, fomos até o balcão de informações e, surpresa: "Não tem Burger King aqui, mas vocês podem ir nesse outro fast food."

Ótimo começo. Depois de algum tempo, resolvemos que valia a pena descer um andar e ver o que encontrávamos, o que se mostrou bastante esperto. Nesse momento percebemos que AINDA estávamos na área de embarque/desembarque, pois TODO o segundo andar do aeroporto e mais um pedaço do primeiro fazem parte dela. Resolvido isto, rumamos para a cidade propriamente dita.

Que por sinal, é bem simpática: muitos prédios antigos, muitas bicicletas e ciclovias, de forma que o trânsito flue muito bem.


Visual das ruas de Copenhagen


Muitas bicicletas mesmo

Rumamos então para fazer o check-in no albergue onde eu passei as três primeiras noites (em um dormitório com algo perto de 15 beliches) e depois para o apartamento do Guilherme, outro brasileiro que mora em Copenhagen, onde o Luca dormiu as primeiras três noites.

Depois disso vadiamos pelo restante da tarde com ajuda do PlayStatiom 3 do Boina, e à noite, fomos em um boteco para continuar vadiando em vez de dormir. Como não estavam 100% felizes com esse boteco, em determinado momento decidiu-se que íamos tentar ir em um outro que diziam ser bom.

Fomos até lá e o decidimos que o primeiro boteco era mais legal :P. Andamos tudo de volta, e dois dos brasileiros que moram em Copenhagen não queriam pagar MAIS uma vez para deixar os casacos na chapelaria e resolveram deixá-los semi-escondido em um canto. Na hora de ir embora, descobriram que o impensável aconteceu: tiveram os casacos roubados na Dinamarca, lugar onde as pessoas chegam a deixar as bicicletas soltas, atiradas no chão e ninguém rouba.

Eu que não sou bobo e nem queria pagar chapelaria de novo, fiquei o tempo todo de moleton :D

Fim do Dia 1! Em breve as aventuras do segundo dia!